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Arquivos mensais: Setembro 2012

Doce, tranquilo e lindo.

Olá!

Para mais um café, eu te convido a conhecer um capixaba que está se destacando no Brasil e no mundo.

Lucio Souza, ou melhor, SILVA, está conquistando o cenário musical com um trabalho pra lá de interessante. Pertencendo a nova geração da música popular brasileira, o jovem de 23 anos chega ao mercado com o primeiro EP já aclamado pela mídia e pelo público.

SILVA

Lucio, que estava andando lá pelas bandas da Irlanda, tocando nas ruas, festivais e pubs, trouxe para o Brasil um som muito doce, composições próprias e muito tranquilas, com vontade de ter mais. Lá, estudou violino, produziu com cuidado cada música e teve a ousadia de gravar separadamente todos os instrumentos. Lucio mostrou ousadia e força de vontade.

Ao ouvir as 5 músicas do EP SILVA, você tem a sensação de estar sendo apresentado a algo de imensurável beleza e grandiosidade. O trabalho encanta pela compilação de instrumentos clássicos, como violinos, pianos  até caixinhas de música, sim, aquelas com uma pequena bailarina dançando ao centro e batidas eletrônicas suaves, preguiçosas, nosso ritmo brasileiro, as batidas de marchinhas dos velhos carnavais.

SILVA EP

Os vinte minutos de música que se seguem neste trabalho introdutório, Lucio mergulha em um mar de referências, entre o velho e o novo, que já valem por uma discografia inteira. Com certeza, é um dos trabalhos independentes mais delicados e incríveis que surgiu em solo brasileiro em anos.

A minha predileta é, A Visita. Um chamado a imaginar os áureos anos 40 e 50, aquele momento de chegar ao fim da rua, ver a amada esperando no portão, com vestido novo, sapato baixo, vitrolas de fundo e uma dança inocente que eleva os olhos ao amor que está no ar. É simplesmente linda. Outra maravilhosa, Cansei. Que começa com um solo de piano, clássico, como as caixinhas de música de antigamente, uma leve batida eletrônica, e quando menos se espera você está derretido a esse som doce que se apresenta com simplicidade. E quando digo doce, é porque é doce mesmo!

Ouça e baixe as canções que compõe o EP e algumas composições novas aqui: SILVA

 

Um ótimo café!

 
2 Comentários

Publicado por em Setembro 26, 2012 em Música

 

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Antídoto da guerra.

O que faz uma pessoa desejar estar no meio dos horrores da guerra? Acordar e perceber que ele precisa ir aos campos de batalha, conhecer de perto a realidade de quem vive ali?

O homem que apresento hoje resolveu, em plena guerra do Vietnã, que alguém precisava mostrar o que a mídia, os governos não mostravam. E até hoje, James Nachtwey é conhecido por ser o fotógrafo de guerra.

James Nachtwey

James Nachtwey

James, não é simplesmente o fotógrafo contratado por alguma revista, que vai, faz algumas fotos, entrega a revista, pega seu dinheiro e vai embora. James vai à campo para mostrar à nós a brutalidade do homem, dar voz as vítimas de guerra.  Ele assume o papel de pertencer aquele lugar, venerando o respeito ao sofrimento alheio, interagindo intimamente com as pessoas e situações, suas fotos são como porta-vozes do que nos é alheio, do que “não nos pertence” por estar acontecendo do outro lado do mundo.

Não se permitiu ter mais nada e nem ninguém na vida, a não ser a fotografia, por se dedicar ao sofrimento do próximo. Esteve nos campos do Vietnã, nos confrontos palestinos, nas misérias da Indonésia e na fome da África. Já foi atingido 5 vezes, contraiu doenças graves e traumas físicos irreparáveis. Mas nunca deu vez para o medo. A esperança de que o bem (vindo através de suas imagens ou de qualquer outro lugar) vença o mau não o faz parar. Ele é movido a isso.

Ver as imagens de James é parar para pensar que não é do mesmo mundo que estamos falando. A capacidade do ser humano em destruir por qualquer motivo é elevada a décima potência com a proximidade das fotografias. Saber que as pessoas morrem de fome nos locais que deveriam ser para socorro de alimento é de arrepiar a espinha e colocar em xeque o que estamos fazendo das nossas vidas.

Para James “a força da fotografia reside na sua capacidade de evocar um senso de humanidade. Se a guerra é uma tentativa de negar a humanidade, então à fotografia pode ser percebida como o oposto de guerra, e se é bem utilizada pode ser um ingrediente poderoso no antídoto para a guerra.

De certa forma, se um indivíduo assume o risco de se colocar no  meio de uma guerra, a fim de comunicar ao resto do mundo o que está acontecendo, ele está tentando negociar a paz. Talvez seja essa a razão pela qual  os responsáveis por perpetuar uma guerra não gostem de ter fotógrafos por perto. 

Ocorreu-me que se todos pudessem estar lá apenas uma vez […] para ver por si mesmo o medo e a tristeza, então eles entenderiam que não vale a pena deixar as coisas chegarem ao ponto onde isso acontece a apenas uma pessoa, quem dirá a milhares.”

O documentário sobre a vida de James, além de incrível, choca. Pra assistir, é importante ter bastante força…

Aqui, você conhece um pouco mais do trabalho deste grande jornalista: http://www.jamesnachtwey.com/

É isso, então.

Um ótimo café!

 
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Publicado por em Setembro 24, 2012 em Foto

 

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Jazz 30

Sabe aquela música que te faz parar para prestar atenção, ouvir detalhadamente cada instrumento e se perguntar: De onde saiu isso?! Pois é, essa é a reação que com certeza você terá se escutar Caro Emerald.

 

Caro Emerald

Caro Emerald

 

Direto de Amsterdã para o nosso café um super jazz com pegada dos anos 30, mas encorpado de música atual. Uma mistura de eletrônico e instrumentos de sopro que fascinam. A voz parece sair direto de uma vitrola, logo já estamos no embalo, batendo o pezinho no chão, cantando e rodopiando por aí.

Esmeralda Caroline van der Leeuw nasceu na Holanda e estudou jazz desde pequena, além de cantora é uma das preparadoras vocais do programa X-Factor. Aos 31 anos, Caro já tem cinco canções emplacadas e aclamadas pela crítica europeia. Mais conhecida lá fora, ela tem chegado de mancinho aqui no Brasil, mas já conquistou o coração de quem a conhece.

A favorita dos fãs, “A Night Like This”, é uma música pra lá de envolvente. Piano, baixo, sax, trompetes se encaixam de uma forma que fazem a voz doce, poderosa e elegante bailar dentro da gente. Caro não pertence à nossa geração. Isso é um fato!

Stuck te faz viajar. Parecemos sair, junto com a música, de um grande rádio antigo, as batidas eletrônicas são tão suaves que ficamos perdidos na contextualização do som: Isso é de que ano, gente? Fabulosa, Caro faz música com responsabilidade e desenvoltura, o resultado canções como Back It UpRiviera Life e That Man.

Para traduzir mais ainda o que estou dizendo, assista o clipe de Back It Up e me diga se não estou com a verdade. (risos)

Então é isso, a dica de hoje é Caro Emerald.

Um ótimo café!

=)

 

 

 
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Publicado por em Setembro 23, 2012 em Música

 

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