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Arquivos mensais: Outubro 2012

Na Telona – Reis e Ratos

Olá tchurma…

Prontos pra mais um café? Depois do baque da semana passada, precisamos agitar as coisas.

E o café de hoje tem filme.

Vamos ter que concordar que o cinema nacional andou ganhando umas  produções pra lá de legais nos últimos anos, mas em especial, precisamos destacar o trabalho de Selton Mello. O bonito além de criar papéis incríveis, tem se mostrado ainda mais criativo como diretor e roteirista dos longas que tem feito.

A história do filme que ressaltamos aqui acontece em 1963 com o cenário do Rio de Janeiro.

Às vésperas do Golpe Militar de 1964, um coreto na cidade de Bacaxá explode e a vítima, Amélia Castanho, cantora das boates cariocas, não morre. Por que? Foi “avisada” por uma estranha locução de rádio. A partir daí, flashbacks e novos encontros vão amarrando a narrativa do filme.

A história de Reis e Ratos, esta “antessala” do Golpe, é narrada por vários personagens envolvidos na trama.

Aplausos aqui para os personagens de Selton Mello (Troy Somerset) –  agente da CIA no Brasil, identifica-se com a cultura do país e acaba se casando com uma brasileira, de ideias avessas ao plano de levantes armados. Otávio Müller (Major Esdras) – Amigo pessoal de Troy, solteirão de carteirinha, aviador exemplar (mas completamente fora de forma), ligado aos principais gatunos e golpistas da noite carioca e com laços a grupos conspiradores como a CIA e a Embaixada Americana. E com muito louvor, Rodrigo Santoro (Roni Rato) – cafetão de Amélia Castanho no início de sua sua carreira, vendedor porta-porta de livros e exímio vigarista.

Roni Rato (Rodrigo Santoro)

Troy Somerset (Selton Mello)

Major Esdras (Otávio Müller)

 

Reis e Ratos é um filme que prende, engraçado e com os esteriótipos mais bem criados do cinema brasileiro.

Vale a pena assistir!

 

 

Aqui óh: BAIXAR 

Então é isso…

Um ótimo café!

Até a próxima!

 
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Publicado por em Outubro 15, 2012 em Filme

 

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Lembrar…

Eu nunca usei o espaço pra falar de coisas pessoais. Mas não há como não falar na atual situação.

Quando perdemos alguém muito querido, a dor é irreparável, a saudade é descontrolada, as lágrimas parecem não acabar. Isso é inegável! Mas acho que o fator que mais faz doer, é que pra algumas pessoas, perder alguém é fazer ressuscitar as lembranças do passado de outros entes queridos que se foram e que a vida deu conta de acomodar as dores dentro de nós.

A notícia repentina da morte do admirado Gabriel Labanca, figura ilustríssima da equipe da Quase, me fez parar e pensar. Doeu como se eu o tivesse conhecido a vida toda.

O amor de todos que viveram com ele e as demonstrações de carinho inundaram meu coração e fui tomada por um mar de lembranças. As pessoas que mais respeitei e admirei se foram. Daí,  ler cada homenagem ao Gabriel, foi como ler sobre o amor que devotava aos que na minha  vida não mais estão –  (mas nunca me  deixaram).

A gente não entende, quer gritar, brigar, culpar, chorar, rir, olhar fotos, ouvir músicas, assistir vídeos, ficar em silêncio… Fato. A vida pode ter nos ensinado muitas coisas, outras já nascemos com o instinto de ir e fazer, a única coisa que a vida não trouxe a cartilha foi sobre como lidar com a perda de quem amamos. E isso, nós nunca vamos aprender. O tempo ameniza, mas não cura.

Não há nada do que eu escreva aqui que vá descrever a dor de quem está vivendo este momento. NADA. E  não ousarei tentar fazê-lo, poderia roubar um mísero segundo de lembrança imprescindível na vida de alguém. Muito menos ousarei tentar explicar o que se passa em meu coração com as lembranças de Vamberg Alves,  meu querido mano e minha Tia Lourdes. Não existe palavra no mundo que descreva o que inunda meu coração.

Quando penso na dor dos amigos do Gabriel (alguns meus amigos), gostaria de poder enfiar a mão dentro de seus corações e arrancar esta dor. Mas, faz parte da vida. Infelizmente.

Depois, com o tempo, o que fica registrado é aquele sorriso que sempre nos foi dirigido. Um olhar. A voz ao  chamar nosso nome.

E do Gabriel, tenho certeza, que a doçura e a luz que existia nele irão guiar as mais lindas lembranças e encher o coração sempre que alguém lembrar dele.

A maior coisa que aprendi com o Vamberg, em vida, além da humildade, foi que um momento, um único segundo, pode se tornar uma vida inteira. (“saber que um momento é uma vida”).

E é assim que me sinto em relação ao Gabriel, um único olhar dele era capaz de encher de energia qualquer lugar e mostrar que o importante é fazer daquele momento um registro pra vida inteira.

Deixo aqui minha admiração pelos personagens que o Gabriel representou na Quase, pelo pouco que conheci dele e a homenagem dos que amei e já se foram da minha vida.

 
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Publicado por em Outubro 9, 2012 em Texto

 

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Pouco Falo

Me pego rindo sozinho, com o corpo cansado e esticado no sofá da sala escura. É um domingo, monótono como todos os outros. Já pensando na semana pesada que está prestes a começar.

Mas retorno o meu pensamento no porquê de estar sorrindo. Não aquele sorriso escancarado de orelha a orelha, típico de uma pessoa realizada. Não, nem perto desse. É um sorriso de canto de boca que quer aparecer, mas não aparenta ter força nem motivo suficiente.

E começo a pensar em quantas coisas já vividas até aqui. Quantos planos traçados e tão poucos cumpridos. Quantos amores vividos, uns desperdiçados, uns não retribuídos e outros que não pude retribuir. Quantas bebedeiras “saudáveis” e tantas outras para afogar mágoas… quantos vexames! Uma vontade real de ir para longe, largar tudo de material, que poucos sabem; e os que sabem não acreditam.

Quantos tapas e tombos a vida já proporcionou. É realmente irônica a forma como somos surpreendidos. Não digo de forma negativa, por vezes aconteceram surpresas boas. E percebo que a pessoa com que mais aprendi na vida não mais está ao meu lado. Não fisicamente.Me pergunto se estou a decepcionando com a forma que tenho encarado as coisas. Para ser mais honesto, como tenho me escondido das coisas.

Escrevo, penso, sinto, pouco falo e acabo voltando aos amores… então entendo o porque da risada sem graça no canto da boca na sala, agora fria e ainda mais escura. Só que agora, com uma lágrima escorrendo no canto dos olhos.

 

Texto por: Carlos Guilherme Gomes Serrano

 
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Publicado por em Outubro 3, 2012 em Texto

 

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